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Quem Matou o Editor

O editor-chefe da editora foi encontrado morto em seu escritório trancado — na noite anterior, ele havia prometido "demitir metade do andar". A porta estava trancada por dentro, a janela fica a sete andares de altura e, sobre a mesa, estão um café pela metade e uma lista de seis nomes, um deles riscado. Só pessoas de dentro estavam no prédio naquela noite: o ambicioso vice-editor, um autor menosprezado, um contador endividado, o segurança calado, uma ex-esposa que agora é agente literária e um estagiário que "só esqueceu o notebook". Todos têm um motivo. Todos têm um álibi. Um deles é mentira. Este é um mistério colaborativo: cada autor acrescenta uma pista, um interrogatório ou uma reviravolta — mas ninguém pode apontar o assassino até que haja pistas suficientes sobre a mesa. Adicione a próxima página e conduza a investigação.

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O café ainda estava quente quando arrombaram a porta.

Foi a primeira coisa que o inspetor Severin notou ao entrar no escritório: a xícara na beira da mesa, um fino fio de vapor subindo dela. O homem que tinha bebido metade daquele café estava largado para trás na cadeira, a cabeça pendida para cima, e não ia beber o resto.

Arkady Lvovich, editor-chefe. O mesmo homem que, na reunião do dia anterior, havia prometido "demitir metade do andar até sexta-feira" — e sorrira enquanto dizia isso.

"A porta estava trancada por dentro", disse o segurança, sem olhar para o corpo. "Eu mesmo a arrombei. A chave ainda está na fechadura. Por dentro."

Severin assentiu sem responder. A janela — sétimo andar, trancada. Uma câmera no corredor que, que conveniente, "estava fora do ar desde o almoço".

Sobre a mesa, ao lado da xícara, havia uma folha de papel. Uma lista de seis nomes na letra caprichada do morto. O primeiro estava riscado com um traço pesado. Os outros cinco aguardavam a sua vez.

Severin tirou o caderno de anotações. Segundo o segurança, seis pessoas tinham ficado no prédio naquela noite. Seis nomes na lista. Ele desconfiava de coincidências desde os tempos de cadete.

"Tragam todos", disse ele. "Um de cada vez. E ninguém sai do prédio."

Olhou mais uma vez para a linha riscada e acrescentou, baixinho, quase para si mesmo:

"Um de vocês realmente não queria estar nessa lista hoje à noite."

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