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★ Destaque ✍ Em andamento Terror 16+

Não Olhe para a Lua

Às 3h27 da madrugada, todos os celulares do país despertaram ao mesmo tempo com um alerta de emergência. Não era clima. Não era um simulado. Uma única linha, em letras maiúsculas: "NÃO OLHE PARA A LUA." Sem remetente, sem detalhes, sem "leia mais". Um minuto depois, um segundo alerta: "Feche as janelas. Fique dentro de casa. Não olhe para cima até o amanhecer." E lá fora, as pessoas que não leram a tempo já estão paradas nas ruas, o rosto voltado para o céu. Sem piscar. Este é um terror colaborativo: cada um escreve a sua página daquela noite — do próprio apartamento, da própria cidade, com os próprios olhos (mas não para cima). O que você ouviu através da parede? Quem está batendo com a voz da sua mãe? Adicione a próxima página — só não olhe para a lua.

1 de 200 páginas escritas · Começado por O Supremo
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👥 Coautores: O Supremo · 1

Às 3h27 da madrugada, meu celular gritou.

Não tocou — gritou. Aquele tom de alerta de emergência que aperta alguma coisa dentro de você antes mesmo de você ler as palavras. Tateei à procura dele na mesa de cabeceira, apertando os olhos por causa do brilho.

Uma única linha. Tudo em maiúsculas. Sem remetente.

"NÃO OLHE PARA A LUA."

Bufei. Uma pegadinha, um hackeamento, a piada idiota de alguém. Virei de lado. Então o celular gritou de novo.

"Feche as janelas. Puxe as cortinas. Não saia de casa. Não olhe para cima até o amanhecer. Isto não é um simulado."

Do outro lado da parede, o bebê dos vizinhos começou a chorar — e parou. Bruscamente demais.

Levantei. A janela do meu quarto dava para o pátio, a cortina estava aberta, e uma luz estranha entrava — branca demais, clara demais para ser luz da lua. Estiquei a mão para fechar a cortina, mantendo os olhos no tecido, nas minhas próprias mãos.

Lá embaixo, no pátio, havia pessoas paradas. Vizinhos de pijama, alguns descalços sobre o asfalto frio. Uns doze deles. Todas as cabeças jogadas para trás, encarando o céu. Nenhum se mexia. Nenhum piscava.

E foi então que me dei conta de que eu não ouvia um único carro. Nenhum. A cidade inteira prendia a respiração.

Meu celular tocou de leve uma terceira vez. Olhei para a tela.

"4 horas e 1 minuto até o nascer do sol. Não se aproxime daqueles que olharam."

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