Exercícios de Kegel: treinador do assoalho pélvico

Treinador on-line de exercícios de Kegel para o assoalho pélvico. Ele marca o ritmo de contração e descanso, guia a respiração, conduz um programa por semanas e conta as séries. Antes de começar faz uma pergunta e, se as respostas apontarem para um assoalho pélvico tenso em vez de fraco, muda para um programa de relaxamento: com assoalho pélvico hipertônico, os exercícios de Kegel habituais costumam piorar a situação.

Como treinar

1

Responda à pergunta sobre dor e micção: dela depende se é para fortalecer ou relaxar.

2

Leia a parte de técnica e encontre o músculo certo: puxar para dentro e para cima, barriga e glúteos parados, respiração livre.

3

Toque em «Começar» e siga o círculo: contraia, segure, solte — e deixe o descanso correr inteiro.

4

Faça três séries distribuídas no dia; o contador registra cada uma.

5

Mantenha por três a quatro meses: a sustentação cresce sozinha conforme os dias treinados se acumulam.

Treine no cronômetro com guia de respiração e checagem de técnica

É um treinador, não um tratamento. Ele marca o ritmo e conta as séries, mas não examina você nem faz diagnóstico. Havendo dor, perda de urina ou sensação de peso, procure uroginecologia ou fisioterapia do assoalho pélvico: um exame mostra o que nenhum aplicativo mostra.
Uma pergunta antes de começar
Você tem dor pélvica, dor nas relações, dificuldade para iniciar a micção ou a sensação de que os exercícios pioram as coisas?
Marque o que se aplica a você:
E, separadamente, isto:
Prepare-se
Como saber que você contrai o músculo certo

Em um estudo com a instrução verbal habitual, menos da metade das mulheres conseguiu uma contração correta, e uma em cada quatro se movia de um jeito que antes pioraria a incontinência. Comece, portanto, encontrando o músculo, não contando repetições.

  1. Imagine que está segurando gases e, ao mesmo tempo, puxando algo para dentro e para cima. O movimento vai para dentro do corpo, não para baixo.
  2. Ponha uma mão na barriga. Numa contração correta ela não estufa nem endurece, e glúteos e coxas ficam relaxados.
  3. Continue respirando. Se precisar prender o ar para sustentar, a contração está forte demais: reduza a força pela metade.
Empurrar para baixo
O erro mais comum: em vez de puxar para cima, empurra-se como ao evacuar. Isso é pressão sobre o assoalho pélvico em vez de treino — é exatamente assim que o exercício começa a fazer mal.
Prender a respiração
Se você não conseguiria falar durante a sustentação, está segurando ar e não músculo. A respiração deve fluir livre durante toda a fase.
Glúteos e abdômen fazendo o trabalho
Glúteos apertados, coxas juntas e barriga puxada dão sensação de esforço, mas o assoalho pélvico pode não participar em nada.
Autoteste em dez segundos
Contraia e segure cinco segundos com uma mão na barriga e a outra num glúteo. As duas mãos devem sentir quietude. Se algo tensionar ou você prender o ar, use menos força: uma contração correta pela metade vale mais que uma máxima feita errado.
Verifique também o soltar
Depois da contração o músculo precisa soltar por completo, não em parte. Se entre as repetições restar sensação de aperto, você está treinando tensão e não força. Por isso o descanso do programa dura o dobro da sustentação: não está ali para ser encurtado.
Se você não sente esse músculo

Isso é comum e não significa que não vai funcionar para você: num estudo com instrução verbal comum, menos da metade conseguiu uma contração correta. Abaixo está a ordem que ajuda a encontrar a sensação quando ela não aparece.

  1. Deite-se de costas com os joelhos dobrados. Nessa posição o músculo trabalha sem o peso do corpo e a sensação aparece mais fácil.
  2. Ponha a mão no baixo-ventre. Contraia como se segurasse gases. Se a mão sentir a barriga empurrar ou endurecer, o músculo é outro — reduza a força pela metade.
  3. Tente na expiração. O assoalho pélvico sobe sozinho com o ar que sai — na inspiração o movimento é mais difícil de perceber.
  4. Não se teste interrompendo o jato de urina. Isso mostra o músculo, mas interromper a micção com frequência atrapalha o esvaziamento da bexiga — como checagem única serve, como exercício não.
Quando procurar um especialista
Se depois de duas semanas o movimento ainda não for sentido. Um especialista em assoalho pélvico encontra e mostra o músculo numa única consulta, enquanto tentar sozinha pode levar meses e fixar a técnica errada.
O truque que funciona antes da força

Enquanto o programa avança, as perdas já podem diminuir hoje com uma contração antecipada. A ideia é tensionar o assoalho pélvico antes do esforço, não depois.

  1. Sentiu que vai tossir, espirrar ou rir: contraia antes.
  2. Mantenha a contração durante toda a tosse ou o levantamento.
  3. Solte depois. Em algumas semanas passa a acontecer sozinho.
Ajustes da série

Um só interruptor: som desligado, vibração ligada, tela acesa. Os três abaixo continuam funcionando separadamente — este apenas os ajusta de uma vez.

O descanso entre repetições é calculado sozinho e dura o dobro da sustentação: o músculo precisa de tempo para soltar, senão a contração seguinte parte de um estado já tenso. Os valores padrão correspondem à sua semana atual: mude-os só por orientação profissional.

Quando começar e quando procurar ajuda

Depois do parto. Após um parto vaginal sem complicações, contrações suaves costumam poder começar nos primeiros dias, assim que não doerem: começar cedo ajuda na recuperação. Após cesariana, lacerações de terceiro ou quarto grau, episiotomia ou com sonda, os prazos são definidos pela equipe médica.

Quando esperar resultados. Os programas clínicos duram de três a quatro meses, não duas semanas. As primeiras mudanças costumam aparecer após seis a oito semanas de prática regular. Terminado o programa os exercícios não param: a força ganha se perde como qualquer outra.

Quando não adiar a consulta. Dor durante ou após os exercícios, sangue na urina, incapacidade de urinar, sensação crescente de bola ou nenhuma melhora após três meses de prática regular: são motivos para consultar, não para aumentar a carga.

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