Teste de burnout e esgotamento emocional no trabalho
Ferramenta online que mede o burnout não por uma pontuação única, mas por três escalas separadas: exaustão em geral, exaustão pelo trabalho e exaustão pelo contato com pessoas. A diferença entre elas é a resposta para «e agora?»: uma pessoa precisa de descanso, outra de outra carga de trabalho, uma terceira de menos contato — e uma pontuação combinada seria igualmente inútil para as três. A ferramenta ainda separa burnout de cansaço comum, perguntando há quanto tempo o estado dura e se o descanso ainda o repara. Baseia-se no Copenhagen Burnout Inventory (CBI), instrumento aberto com normas publicadas.
Como fazer o teste
Isso define se a terceira escala entra e qual palavra as perguntas usam para elas: pacientes, alunos, crianças, clientes.
13 ou 19 itens, cerca de quatro minutos. Responda sobre as últimas semanas, não sobre o pior dia do ano.
Na tela de resultado: há quanto tempo isso dura e se o descanso restaura você. A conclusão é recalculada na hora.
Três escalas num mesmo eixo com a linha dos 50 pontos, qual delas lidera, o que fazer com aquela em específico e como isso se compara às normas publicadas.
Descubra de onde vem a exaustão — e o que fazer com ela
Recursos
O que dá para fazer aqui
- Medir burnout em três escalas separadas em vez de uma pontuação
- Ver o que esgota: a vida em geral, o trabalho ou o contato com pessoas
- Distinguir burnout de sobrecarga forte
- Receber recomendações ligadas à escala que lidera
- Comparar suas pontuações com normas publicadas
- Acompanhar para onde as escalas se movem em tentativas repetidas
- Salvar o resultado em PDF ou compartilhar um link
Por que três escalas e não uma
O inventário de Copenhague foi construído em torno de uma observação: a exaustão tem origens diferentes, e essas origens podem ser separadas. O burnout pessoal é a fadiga física e psicológica prolongada em si. O burnout do trabalho é a parte que a pessoa atribui ao emprego. A terceira escala é a parte ligada especificamente às pessoas para as quais o trabalho existe. Na maioria das pessoas esses três números não coincidem, e a distância entre eles é a resposta para «o que mudar»: a mesma pontuação global pode significar «tirar férias», «trocar de emprego» ou «mudar de função dentro do mesmo emprego».
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre burnout e cansaço comum?
Duas coisas: quanto dura e se reverte. O cansaço passa depois de um fim de semana ou de férias; o burnout não, e se arrasta por meses. Por isso a pontuação sozinha não basta: o teste também pergunta há quanto tempo o estado dura e se o descanso ainda restaura, e lê a combinação. Pontuações altas na primeira semana de um projeto pesado ainda não são burnout.
Quais são os principais sinais de burnout?
O instrumento se apoia na exaustão: cansaço constante, sentir-se física e emocionalmente esvaziado, o pensamento «não aguento mais», a sensação de que cada hora de trabalho cansa e de que não sobra nada para família e amigos. Costumam somar-se irritabilidade, cinismo em relação ao trabalho e distanciamento das pessoas para as quais ele existe. Outro sinal frequente são dificuldades de concentração e memória; este instrumento não as mede.
Quantas fases tem o burnout e em qual estou?
Não existe uma escala de fases reconhecida: os esquemas populares de cinco ou doze etapas são modelos, não medições, e nenhum tem normas publicadas. Verificáveis são duas distinções, e o teste dá exatamente essas: o quanto a exaustão é intensa (a linha dos 50 pontos) e se ela virou crônica e não mais reversível pelo descanso. Isso basta para saber o que fazer; um número de fase não acrescenta nada.
Qual a diferença entre burnout e depressão?
Por fora se parecem, mas a ajuda é diferente. O burnout depende do contexto: fora do trabalho a pessoa costuma estar melhor, e o estado muda quando as condições mudam. A depressão não escolhe contexto e afeta interesse e humor no todo. Se sua escala pessoal está alta e as do trabalho não — exaustão que o trabalho não explica —, o teste oferece um rastreio à parte: são coisas diferentes, e adivinhar é um método ruim.
Burnout é um diagnóstico?
Não. A CID-11 descreve o burnout como fenômeno ligado ao emprego, não como doença, e este questionário não diagnostica. Uma pontuação alta é motivo para prestar atenção e, se o estado persistir, conversar com um profissional — não um veredito sobre uma doença.
Em qual questionário isto se baseia?
No Copenhagen Burnout Inventory (CBI) de Kristensen, Borritz, Villadsen e Christensen, 2005. Foi criado como alternativa aberta ao inventário de Maslach, licenciado comercialmente. Os enunciados, as duas escalas de resposta, as regras de pontuação e as normas vêm do documento de primeira edição do Instituto Nacional Dinamarquês de Saúde Ocupacional.
O que significa a marca dos 50 pontos?
É o limiar a partir do qual os autores classificam o estado como grau alto de burnout. Não é a fronteira entre saúde e doença, mas a linha com que os estudos contaram a proporção de pessoas em nível alto. Numa amostra de profissões de ajuda, cruzaram a linha 22% na escala pessoal, 20% na do trabalho e 16% na de contato.
Com quem eu sou comparado?
Com amostras publicadas, e nós as nomeamos. A escala pessoal é comparada com uma amostra representativa de adultos dinamarqueses (1498 pessoas); as escalas de trabalho e de pessoas, com o estudo PUMA sobre profissões de ajuda. São populações diferentes e não as misturamos: se você trabalha numa profissão de ajuda, marque isso e a escala pessoal será comparada com a amostra mais próxima.
Por que algumas perguntas são «com que frequência» e outras «em que grau»?
Porque o original é construído assim: os autores usaram âncoras de frequência para alguns itens e de grau para outros. Não é descuido, são dois tipos de pergunta, e trocar uma escala pela outra muda o que se pergunta.
Preciso da terceira escala?
Só se seu trabalho envolve pessoas: pacientes, alunos, crianças, clientes. Para quem programa ou faz contabilidade essa escala não mede nada, por isso perguntamos em vez de calculá-la em silêncio.
As pontuações saíram altas — qual é o próximo passo?
Veja qual escala lidera — sob o resultado há passos ligados a ela. Se lidera a do trabalho, a fonte é o emprego: o descanso ajuda por pouco tempo, e o que precisa mudar é a carga, a função ou as condições. Se lidera a pessoal, o assunto vai além do trabalho e trocar de empregador em geral não ajuda. Se as três estão altas e assim há mais de uma semana, é motivo para procurar um médico ou psicoterapeuta: exaustão persistente também pode vir de estados que um questionário não mede.
O que sai desta página quando eu termino uma rodada?
As suas respostas e o histórico de rodadas são escritos no armazenamento deste navegador e ficam ali. O que entra nas nossas estatísticas anônimas é técnico: quantos itens foram respondidos, qual das três escalas liderou e qual dos quatro padrões saiu — sem pontuações, sem respostas e sem nada que identifique uma pessoa ou uma rodada. O link de "Compartilhar" é ainda outra coisa: carrega três números arredondados, de modo que um colega que o abra vê o formato do resultado e não o que você respondeu a determinada pergunta. Se preferir não deixar nada no aparelho também, "Limpar histórico" remove as rodadas guardadas.
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